Não houve sofrimento igual ao dela
Sob a luz da lua, debruçada na janela
Ela se lembrava ainda atordoada
De tudo, de como sua alma foi dilacerada
- A estrada por onde passavam....
As mãos dadas, o carinho...
O cantar dos pássaros..
O amor revelava-se pelo caminho.
Não havia maldade naquele amor
Cujo único algoz era o destino
Que insistia em lembrá-los do seu presente
O motivo que os faziam descontentes
Apesar... Sempre sorriam, trocavam afeto
Cartas docemente escritas eram trocadas
O amor era vivido intensamente e, entre
Amor e medo a poesia de suas vidas foi criada
O destino, ah o destino silencioso e cruel
Jogou sobre eles o gelo guardado no tempo
Transparente, irremediável... Sabor do fel
Pondo um fim, no que seria a perfeita lua de mel
... Não houve sofrimento igual o dela
Hoje, sob a luz da lua, debruçada na janela
Tristemente dilacerada, sua queixa derramou
Sem mais palavras, pois todas são de dor...
“A dor é uma forma de nos lembrar que estamos vivos. Ela é que nos impulsiona para além da cama, para o outro lado da rua” (Sérgio Salles-Oigers"
ResponderExcluirDeus te abençoe. Beijos
Fernanda, amo sua voz, estou muito feliz por saber que você aceitou cantar no meu casamento.
ResponderExcluirObrigada pelo poema acima aqui.
Beijos.